domingo, 7 de outubro de 2012

Minha Passárgada!


Dois meses em São Paulo ... e cada dia é uma nova experiência, uma nova descoberta!

Saudades do meu irmão... saudades dos meus amigos .. saudades da minha família ... muita mesmo!

Mas tenho que confessar que há cada dia que passa amo mais essa cidade louca, multicultural, multiétnica, que vive e pulsa 24hs, que reúne gente do Brasil todo em busca de trabalho!

Quando falam que São Paulo é a locomotiva do Brasil, não é pela localização, ou pelas empresas que vieram para cá ao longo do tempo
, mas sim pelas pessoas que para cá vieram!

Do norte, nordeste, do sul e do centro oeste ... me sinto privilegiado de poder compartilhar culturas, conhecer sotaques, descobrir histórias e identificar em cada sorriso um traço de tudo que forma o nosso país!

Quanto ao trabalho,,,, acho que aqui é sim o lugar das oportunidades, onde os fracos não tem vez e os fortes terão seu lugar ao Sol!

Meu final de semana foi maravilhoso por muitos motivos... estudos, trabalhos, pessoas, tudo!

Só me resta agradecer e desejar a todos meus amigos ... próximos ou não tanto, uma ótima semana!

Vivam e sejam felizes... busquem seus sonhos como metas a se realizar... trabalhem duro... não temam e de alguma forma o mundo conspira a nosso favor quando se está em paz!

Eu... me realizo todos os dias ao descobrir motivos ainda mais concretos para seguir minha caminhada profissional... e é indescritível o que sinto ao olhar a Av. Paulista todas as manhãs! 


sábado, 6 de outubro de 2012

Pra Meu Consumo (de Gujo Teixeira e cantado por Luiz Marenco)


Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
Em cifras e fins...
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim

Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
Por se companheira...
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira

Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou..

Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Que me fazem bem...
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém

Daz vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Eu tiro a razão...
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão

Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...

domingo, 16 de setembro de 2012

A inexplicável arte de ganhar amor fazendo o bem!


Queridos amigos e amigas, ontem tive uma fabulosa e emocionante experiência.

Ontem fui com o pessoal da firma ao Zoo aqui de São Paulo, acompanhar os meninos e as meninas do CEBASP, um abrigo com crianças de diversas histórias.

Nesse passeio, em poucas horas acompanhados por esses anjinhos, percebi o quanto é gratificante poder dar atenção e carinho a quem precisa, e acima de tudo, o quanto é maior o amor e o carinho que ganhamos em troca!

Sei que muitas vezes o tempo é curto, a vida é corrida, mas confesso que as lições aprendidas no dia de ontem merecem muito a dedicação de tão nosso tempo.

Muitas vezes, não damos o devido valor as coisas simples da vida e em contato com essa molecada (gurizada) do CEBASP, pude dedicar um pouco do meu carinho e energia a esses anjinhos que certamente me deram muito mais amor do que conseguia imaginar que receberia.

Foram muitos os momentos emocionantes e o mais difícil foi dar tchau sem poder levar todos eles embora comigo. Realmente aproveitei muito, voltei a ser criança e só tenho a agradecer ao fabuloso dia e a oportunidade!

Em vários momentos me senti como no filme "um tira no jardim de infância" ...pulando, correndo, brincando e carregando por vezes três ou mais molequinhos nos meus braços! 

Realmente voltei a ser criança junto deles!

Me emocionei muitas vezes... e se não há dinheiro no mundo que recompense o amor de uma criança, imagine o amor de dezenas delas!

Nos meus ombros, nessa foto, está o Ronald que mora desde pequenininho no abrigo, com o irmão, ele tem 10 anos e é mais do que inteligente, é bom de papo, carinhoso, simpático engraçado, um charme só e, certamente, voltarei para vê-lo!
Ao final do dia, ele olhar nos meus olhos e dizer: - Te amo tio, obrigado... não tem como não se emocionar!

Para terminar, gostaria de deixar as palavras do João, outro menino de 10 anos, hiperativo como eu e com quem corri o Zoo todo, e que logo ao descer do ônibus em que vieram, me olhou e fomos um ao encontro do outro, como se soubesse que era eu que teria pique para carregar ele para todo o lado.

Ao passarmos pela jaula da onça pintada, sozinha na jaula, o João vira para mim e diz:
- Tio, a onça deve estar triste né?

Eu perguntei o porque dele ter achado isso, afinal, ao meu olhar, já livre das influências de Saint Exupery e do Pequeno Príncipe, não conseguia imaginar o motivo da pergunta do guri.

Eis que o João, com a genialidade e pureza única das crianças me responde:

- Porque a onça está sozinha aí tio... e ela deve estar sentindo falta da família dela... e é muito triste não ter família.

Não precisei dizer mais nada, a não ser dar um abraço forte nele e tentar esconder minha emoção e as lágrimas embaixo do óculos escuro.

Em um segundo senti saudades da minha mãe, falta do meu irmão, voltei às imagens de minha infância e tudo o que ele disse realmente fez sentido.

Família é o que temos de mais importante nessa vida!

Logo após, entre cosquinhas e risadas, seguimos, o João e eu, correndo pelo parque,  aproveitando cada segundo juntos e entendendo o que só dois órfãos poderiam ter na companhia um do outro!

Enfim, um grande dia, grande ação e realmente repetirei mais vezes mais!

sábado, 10 de março de 2012

O Preconceito...

Hoje na coluna Vida e Estilo da Zero Hora, tive a infelicidade de ler palavras que mascaradas sob uma simples crítica escondem um ódio que ainda nos dias de hoje permanece em nossa sociedade. O colunista J.J Camargo fez um verdadeiro manifesto contrário a tatuagem e aos tatuados, chamando-nos de modistas, inseguros, grotescos e sujos.

Isso, para que de uma forma singela, fazer a corriqueira pergunta de como será na velhice "ser tatuado". Pergunta essa que quem é tatuado já deve ter ouvido um milhão de vezes...(lembrando que ser tatuado é no mínimo ter tatuagens visíveis quando se está com as pernas ou os antebraços de fora). E que a resposta é tão singela como a pergunta... serei um velho com rugas coloridas ...

Ainda que eu não devesse, me surpreendo com esse tipo de manifesto, pois ver tamanhas bobagens divulgadas na mídia ainda me causa a certeza de que mídia honesta está em desuso, ou porque não vende, ou porque não da “ibope”.

Enfim, infelizmente também conheço os efeitos de que uma "ação" jornalística pode causar ...mas esse é outro assunto.

Voltando ao texto das tatuagens, me resta criticá-lo, pois, além de ser gramaticalmente pobre e ruim, expressa claro preconceito e apresenta-se completamente retrógrado!

Isso, pois as coisas estão mudando e a tatuagem deixou de ser sinônimo de crime para ser sinônimo de arte!

Há alguns anos, quando recebia a turnê da banda punk Dog Soldier, conheci Alaric, se aproximando dos seus 40 anos, que além de ser vocalista da tal banda, ex baixista da Defience, era médico em Portland, norte dos Estados Unidos, mesmo sendo completamente tatuado.

Eu, ainda jovem, perguntei para ele como era a relação dele lá com os pacientes, o hospital, etc., já que aqui o pessoal ainda nutria (ou nutre) esse preconceito.

Ele riu e me contou que o importante na profissão dele era salvar vidas, somente isso, já que especializado em urgências e emergências, especialidade que não existe aqui no Brasil, atuava diretamente nos plantões médicos, tal qual o seriado homônimo.

Anos depois, em visita ao estúdio do meu amigo Verani, outro exemplo que tive de um tatuado de sucesso.. rsrsrs... e que me encorajou a ser também tatuado, mesmo trabalhando em profissões ditas como FORMAIS, foi o presidente de um importante órgão de apoio as empresas, e que sem se identificar tirou o terno para mostrar seus mais novos desenhos.

Algumas semanas depois estava ele no Conversas Cruzadas, e foi quando pude saber de quem se tratava e qual era sua importância em algumas relações institucionais do estado de maior relevância econômica.

Hoje, sou advogado e se a modéstia me permitir, um dedicado advogado tributarista, ainda em início de carreira, ainda com muito o que aprender, mas apaixonado e dedicado ao que faço. Já não sinto no meu dia-a-dia nenhum tipo de contrariedade a ter a pele repleta de desenhos... Certo que trabalho com as minhas tatuagens sob o terno e a camisa... mas isso não para escondê-las, somente por formalidade da profissão e todos que me cercam sabem dos desenhos que possuo e de quanto eles são importantes para mim.

Em relação as tatuagens, o tempo me mostrou a lição machadiana mais importante... Ser é mais importante do que parecer ... e como advogado o mais importante está no que eu escrevo, defendo, sustento, e não no que só se aparenta sobre a minha pele!

Por óbvio que já sofri preconceito, em especial das famílias de algumas ex namoradas, ainda mais quando além de tatuado, era apenas um estudante, sem dinheiro, sem carro e sem um nome de família por trás para me dar ingresso nas altas rodas da sociedade porto alegrense... outros tempos.

Do preconceito, qualquer que seja, espero mesmo que um dia possamos apenas lê-lo nos livros de história, sem conseguir imaginar em uma sociedade desenvolvida a limitação mental de se julgar uma pessoa simplesmente pelo fato dela ser “diferente”.

O preconceito, repito, qualquer que seja ele, é lamentável e execrável, e se agora falamos das tatuagens, isso vale também ao preconceito de crença, cor, opção sexual.

Alimentar, nutrir ou acreditar nesse tipo de conduta é levantar a bandeira da ignorância, da intolerância e deixar claro para todos os demais, de que se é uma pessoa pequena, infeliz e indevidamente preocupada com os outros e como esses são.

Além de ser crime, está na pobreza de espírito de quem tem preconceitos o maior motivo para que todos os dias, de alguma forma, combatamos essa espécie de conduta!

Creio que nessa vida, na nossa breve passagem por esse plano, e que até então é o único plano certo que tempos de existência, o que realmente vale é ser feliz, celebrar o amor, celebrando a vida por ela só, pois a mágica está no simples fato de estarmos vivos!

E aos que perdem tempo "odiando" os outros, fica meu sentimento de pena e a dica de que passem a cuidar das suas próprias vidas, buscando a felicidade das suas próprias existências, e não perdendo tempo querendo questionar a felicidade e a existência dos outros.

Cumpre-nos lembrar que a felicidade é subjetiva, pessoal e muitas vezes indivisível ..rsrs ...e pode estar nas mais variadas formas, com os parceiros que tiverem, com o Deus que bem entenderem, e com a carga genética que carregarem.

Meus sinceros abraços a todos meus amigos que sabem que isso é a base do que acredito!

Rodolfo Waterloo Monteiro, um advogado, tatuado, ex-punk e indevidamente acusado por algo que jamais cometeria, cometeu ou acreditou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um Pedaço de Mim!

Perdi um pedaço de mim;

Uma parte sem fim, um inteiro de saudades;

Não pude deixar de sentir, mas de fato estou assim;

E falta que faz, enfim entendi;

Perdi um pedaço de mim;


Um ano inteiro que passa;

E a saudade ainda avassala;

Mas um dia terei sim, seu sorriso, seu cheiro;

Enfim, perdi um pedaço de mim;


Não costumo reclamar, tampouco alardear;

Mas ainda há de abrandar, tudo isso que eu sinto;

Ficando somente o carinho, o amor;

E a vontade de te encontrar;


Todos anos que passar, outro dia, outra hora verei;

Esperando a porta se abrir, ou pela rua te encontrar;

Mas sei que se a vida é assim, não és um pedaço de mim;

Mas um todo que vive, como todos os dias faço;


E se em um segundo desmorono,

Levanto, enfrento e avanço!

Fazendo calmos e mansos;

Tormentosos pensamentos;


E como sempre me ensinou;

E em vida, para a vida me preparou;

Forte, altaneiro e zeloso estou!

A lembrar, amar e honrar;

Pois viveste e vive em mim!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA 2011!

Mais um final de ano que se aproxima e a certeza de que o dever foi cumprido!
Assim espero... para todos!

Creio que é chegada a hora de fazermos aquele balancete pessoal, a retrospectiva dos acontecimentos, bons ou ruins, encontrando motivos para entrar no ano que se aproxima recarregados e sem nenhuma pendência. Verdadeiramente fazer um Ano Novo... e para ele reservar tudo de melhor, que já vivemos e que ainda vamos viver!

Particularmente, como alguns sabem, esse foi um ano ímpar, que lembrarei por muitos motivos ao longo da minha vida.

Meu ano iniciou com a incerteza do amanhã, a incerteza da vida e da morte, vendo minha amada mãe fazendo sua passagem de um modo tão dolorido e verdadeiramente sofrido. Uma luta diária, que nos uniu, nos fez chorar e certamente nos fez crescer!

No mesmo início do ano, conquistei minha tão sonhada graduação, que há custas de muito suor, trabalho e estudos chegou tão logo iniciou o ano de 2011, no terceiro dia desse ano.

Ao mesmo tempo, cuidando da casa, do meu irmão e da minha “velha”, estudei para a OAB e logrei êxito, ainda podendo compartilhar a primeira fase da prova com a minha mãe, que mesmo já em seu derradeiro momento junto a nós me ajudava nos estudos sempre guardando uma palavra de incentivo, confiança e apoio.

Recebi o resultado da aprovação na primeira fase no domingo ... na terça feira ela fez sua passagem ... entre a primeira prova e a segunda prova.... me restando um mês de estudos para a prova que até aquele momento era meu tudo ou nada, pois além de toda dor da perda, ainda tinha que me preocupar em sustentar a casa, meu irmão e eu.

Minha mãe nos deixou seu exemplo de vida, dedicação e perseverança, seu amor e suas inúmeras lições, as quais muitas vezes vinham em silêncio, nos permitindo viver, acertar, ou por vezes, errar.

Certamente sua presença, hoje não mais física, me acompanha diariamente e faz com que eu tenha todos os dias a vontade de pular da cama, gritar BOM DIA para o mundo, e fazer a diferença naquele dia! Pois assim que fomos ensinados, a não baixarmos a cabeça, a não desistirmos, a não reclamarmos e, acima de tudo, a vivermos da melhor forma possível! Coisas pequenas como... não se dorme de mal com quem se ama .... não sai de casa brigado ... é sempre bom dizer que se ama a quem se ama de verdade....

Assim... todos os dias ... levanto... e bato o pé no solo na certeza de graças e vitórias .. pedindo que a vida siga seu rumo e que eu tenha o conhecimento necessário para desvendar os segredos infinitos que é viver!

Tenho que referir que com a passagem da minha mãe pus em questão muitas das minhas crenças. Encontrando até uma espiritualidade que não tinha, para crer que irei encontrar ela um dia... e como a letra aquela do Pearl Jam - Oh where, oh where, can my baby be? The Lord took her away from me. She's gone to heaven so I've got to be good, So I can see my baby when I leave this world!

Seguiram-se os meses, meu trabalho foi alavancado por essa energia que transformei em força construtiva, acordando todos os dias e fazendo valer todas as lições que ganhei da grande mulher e amiga que foi minha mãe. Assim que ela gostaria que fosse!

Parte importante dos meus dias, meu irmão é peça fundamental da minha vida, é a minha família (essa da forma mais plena possível) ... certeza que nos adaptamos ... éramos quatro ... fomos três ... e hoje somos dois!

Talvez logo seremos três, quatro, seis... alguém sabe o que o ano que vem nos reserva?

De qualquer modo, conto isso por único motivo... e na vontade de dividir com todos meus sinceros votos de BOM DIA! FELIZ ANO NOVO!

Quero que vivam todos os dias cada vez mais, sejam felizes, agradecidos e façam da nossa breve existência nesse plano um aprendizado constante e uma verdadeira festa!

Minha retrospectiva é muito boa, mesmo com a solitate (da qual já escrevi) que todos os dias faz com eu imagine minha mãe abrindo a porta do meu quarto, para me dar um simples oi, ou me fazer acordar sem estar atrasado, como a propaganda do Zaffari desse final de ano ... um sonho que queria poder ter como verdade.

Mas a vida segue, é assim que é... e não temos outra escolha a não ser fazer ela ser maravilhosamente vivida!

Meu trabalho, que tanto amo, vai a mil, meus estudos cada vez mais intensos e as perspectivas de reconhecimento já são realidade diária.

Meu mano, meu moreno de 1.94 m, está vencendo, correndo, estudando e todos os dias faz eu ter a certeza de que é um campeão!
Encerra-se mais um ano, e que 2012 seja um ano ainda melhor, de muito amor, paz, conquistas, vitórias e sentimentos!

Termino lembrando-me das palavras da Linda Sommer, que quando esteve nos prestigiando em uma noite de quinta feira, junto ao meu amigo Nelson Spritzer, disse:

“ – O que vale dessa vida são os sentimentos, alguns bons, outros nem tanto, mas todos são sentimentos.”

Que venha 2012!

sábado, 5 de novembro de 2011

Insônia e algumas digressões de fácil exegese... da noite de Porto Alegre.

Insônia e algumas digressões de fácil exegese... da noite de Porto Alegre.

Repetitiva, talvez desmotivada, mas vejamos...

Mulheres de meia idade ou menos, caçando homens de idade e meia ou mais.

Vestidos minúsculos, talvez maiores que seus conteúdos, e aquela velha máxima parece apropriada cada vez mais, garrafas cheias e pessoas vazias!

Eles...quem se importa? Vestem qualquer coisa... o importante está na carteira, sob o dourado e negro do cartão de crédito.

Dessa vez não há cerveja, mas champagne comprada no Uruguai e vendida na rua mais cara da cidade como se realmente viesse de Champagne sob os vestidos da viúva.

Bebidas caras, mais caras até mesmo do que se o garçom fosse garçonete e trouxesse a bebida dançando, como em muitas casas de tolerância.

O que não seria uma má idéia.... Está aí ... em uma próxima oportunidade sugiro que subam todas na mesa, enquanto saio desapercebido.

Talvez se assim fosse, me pareceria mais verdadeira a noite do que eu vejo.

Observo, escuto, um pop brega decadente de um famoso cantor que nunca fez sucesso algum, exceto um maldito hit da novela ... um violão desafinado e velhos fados.

Como faz falta um bom rock...

Completa-se a noite...eu ainda observo... presenças ilustres?

Sim, por óbvio, eu, um escritor do jornal, alguns músicos, meia dúzia de empresários, um traficante e putas que transitam entre a sociedade em busca de um partido perfeito.

Saio ainda carregado de um perfume doce qualquer... fujo para minha casa, na longínqua zona sul... que em minutos vejo chegar cortando a cidade como se as sombras me fizessem flutuar.

Aaaa ...a minha casa... como é bom... e a certeza de que ganhei quatro horas a menos de sono....